Agapomi participa do Seminário “O Seguimento da Maçã na China – Concorrência e Oportunidades”

 

Vladimir Milton Pomar, profissional de marketing, geógrafo e técnico agropecuário, palestrou na manhã de 22 de junho, na Casa do Povo, e alertou: setor da maçã precisa ser melhor vendedor de seu produto.

Agapomi e ABPM apoiam evento organizado pela Amucser Conhecer como a China trabalha pode ser uma alternativa de crescimento do mercado da maçã no Brasil

 

O palestrante estuda a China há muito tempo, desde a sua comercialização, meio rural e comportamento. O mercado chinês está concentrado em sua maior parte no litoral – o que facilita muito para o mercado. Produzindo 38 milhões de toneladas de maçã, a China ainda importa a fruta da Argentina e do Chile e existe a possibilidade de também fazer o mesmo com o Brasil. Vladimir vê esta possibilidade como uma oportunidade que o setor aqui, dever estar atento. Mesmo que a China produza um grande volume de maçã existe uma expressiva demanda de consumo. A China importa mais de 100 bilhões de dólares por ano em alimentos. Faz parte da cultura chinesa consumir frutas.

 

Vladimir destaca que a China é o maior fornecedor de feijão preto para o Brasil, além de alho e peixe. Acrescenta que se o Brasil não for lá vender maçã eles virão aqui para comercializar a fruta. A maçã chinesa tem tamanho maior e apresenta um sabor diferente da que é produzida aqui. Ele orienta que o setor aqui poderia crescer e vender não apenas a maçã e sim, produtos industrializados, a base de maçã. O especialista observa que o setor da maçã no Brasil poderia ser melhor organizado para promover a venda de seu produto.

 

O engenheiro agrônomo Michael Parizotto, representante da Agapomi no evento, avalia: “A palestra traz um relato sobre aspectos culturais, ambientais, sociais e econômicos da China. Mostra por exemplo, a alta concentração populacional no litoral Chinês, e um país dividido em províncias e cidades. Em torno de 50% do pais é deserto, tornando-se um ambiente inóspito. Por outro lado, a China apresenta um alto crescimento econômico, tendo negócios em vários setores e em todo o mundo. Uma preocupação é a crescente demanda por alimentos e por recursos energéticos, apresentando também sérios problemas de poluição ambiental”.

 

Michael observa que apesar disso, a China possui uma estrutura logística que a torna um dos países mais competitivos do mundo, sendo o maior parceiro comercial do Brasil, especialmente no setor agropecuário. “Em fruticultura, 50% da produção mundial de maçã é Chinesa, porém seus pomares apresentam pragas que são quarentenárias A1 para o Brasil, o que traz certa tranquilidade para que a importação desse fruto não seja realizada. Nesse sentido, contamos com o respaldo do Ministério da Agricultura com o serviço de Defesa Sanitária Vegetal do nosso país, para defender os interesses do setor da maçã” – considera Michael, e vê ainda que, “apesar de a China trazer um certo medo ao setor, pela possibilidade de trazer a sua maçã pra cá, contudo ainda podemos aprender, e mais que isso, sair da zona de conforto e repensar as formas de mercado, oferecendo novas possibilidades além de pura e exclusivamente a produção da fruta”.

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