ASSUNTOS TÉCNICOS ABREM OS TRABALHOS NA MANHÃ DE QUINTA, 19 NO III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FRUTICULTURA

Dr. Pablo Grau

Dr. Pablo Grau  fala sobre o Melhoramento Genético e a Adaptação de Variedades.

A primeira atividade da manhã foi um painel, conduzido pela Dra. Maraisa Crestani Hawerroth, Engeheira Agrônoma, Doutora em Melhoramento Genético e Pesquisadora da Epagri-Caçador (SC) e pelo Dr. Paulo Ricardo Dias de Oliveira, Engenheiro Agrônomo, Pesquisador da Embrapa Uva e Vinho.

Na sequência, o Dr. Pablo Grau, PhD em Melhoramento de Plantas pela Universidade de Cornell, Nova Iorque apresentou as Características do Programa de Melhoramento da Macieira no Chile.

Sintetizando sua explanação, Grau definiu a produção no Chile dizendo que “para vender bem e exportar se faz necessário acrescentar características às variedades. É preciso encontrar uma variedade que o consumidor chegue ao mercado, veja o fruto e diga ‘uau!!!’. O objetivo é produzir algo novo e saboroso, que chame a atenção do consumidor”.

 

NOVAS VARIEDADES PARA SE ADEQUAR AO CLIMA DE BAIXO FRIO NO INVERNO

Dr. Carlos Chaves

Logo após, o Dr. Carlos Chaves, especialista em Fisiologia Vegetal, apresentou o Panorama da Produção de Maçãs no México e novas variedades em Plantio, especialmente no estado de Chihuahua, mostrando dados e possibilidades de adequação para a região de Vacaria.

O palestrante trouxe uma nova tendência, que é a renovação de plantações antigas em outros formatos. Chaves falou sobre os porta-enxertos, sistemas de plantação, variedades de baixo frio – o que pode ser uma oportunidade aqui para a região de Vacaria, onde o frio não vem sendo suficiente no inverno para a produção atualmente plantada.

Chaves disse estar surpreendido com a qualidade dos conferencistas e o programa oferecido está bastante completo. Ele avaliou como satisfatória a organização do evento e toda a estrutura oferecida.

 

O DESAFIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Dr. Michael Blanke (2)

Blanke abordou os desafios do clima para as frutas temperadas.

Michael Blanke é pesquisador sênior da Universidade de Bonn na Alemanha, com 155 palestras em todo o mundo nos últimos seis anos mais de 300 publicações, 200 em Inglês e 100 em alemão para os produtores locais.

“O clima é o maior problema para todas as culturas. Não temos como prever o que vai acontecer durante a safra. Devemos buscar adaptação das nossas estratégias de produção”. Blanke comenta que temos que ver com bons olhos o que vem acontecendo com o clima, e se adaptar: “Pode ser que as mudanças climáticas sejam favoráveis”.

Ainda sobre o clima, Blanke disse que é importante fazer o acompanhamento da fenologia das plantas (culturas) e que é preciso se informar a respeito da realidade dos dados climáticos que são apresentados de fato, e se representam a área de produção de cada um.

Concluindo, Blanke acredita que o grande desafio no Brasil é convencer o mercado a consumir maçã Gala e Fuji, além de buscar minimizar a queimadura do sol – e já existem produtos capazes de proteger e melhorar a coloração. A alternativa, segundo o conferencista é buscar variedades mais adaptadas e o uso de telas para sombreamento.