MINISTRO BLAIRO MAGGI CUMPRE AGENDAS EM VACARIA

No dia 09 de agosto, Vacaria recebeu a importante visita do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Blairo Maggi foi recepcionado por representantes da Agapomi, ABPM e Embrapa Uva e Vinho.

 

A agenda do Ministro iniciou na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado da Embrapa Uva e Vinho em Vacaria, onde foi apresentado o Projeto MoscaSul. Em seguida, foi feita a Assinatura do Protocolo de Intenções entre Embrapa, ABPM e SINDOCOPEL e Assinatura de Convênio de Cooperação Técnica entre Embrapa e CENA/USP. Ainda na Embrapa, os participantes conheceram a estrutura física com visita às instalações.

 

Na sequência, os convidados participaram de um almoço no CTG Porteira do Rio Grande e na parte da tarde, puderam conhecer um pomar e apresentação de estrutura antigranizo na Agropecuária Schio. Finalizando a agenda, a comitiva de autoridades visitou o packing-house da Rasip Alimentos.

 

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, inaugurou o Centro de Controle Biológico e Manejo Integrado da Mosca das Frutas, denominado MoscaSul junto a Embrapa.

 

Na oportunidade ele anunciou a liberação de R$ 520 mil para a conclusão das instalações do centro. Em seu pronunciamento, reiterou que o governo brasileiro não vai permitir a importação de maçãs, especialmente de países onde existam descontrole de doenças e pragas nos pomares, como é o caso da China. No momento do anuncio ele foi muito aplaudido pelas autoridades e convidados.

 

“O objetivo principal da minha visita aqui, e dos técnicos que me acompanham, é conhecer esta cadeia de produção que tem aqui, não só da maçã, mas também de queijos, vinhos, oliveiras, e outras coisas que são atividades aqui da região. Claro que se produz soja, milho, e outras coisas também, mas especificamente hoje vim para conhecer esse centro de pesquisa, sua utilidade. O Brasil hoje precisa crescer muito principalmente na questão do agro, e não necessariamente só em grandes produções, como a soja, milho, algodão e outras culturas, mas incentivar e conhecer essas atividades que hoje não são muito grandes no Brasil, de incentiva-los, de conhecer, de olharmos o mercado internacional também, de abrirmos a possibilidade de vendermos pra fora, sermos competitivos fora. Então a ideia básica de ter vindo aqui é isso. É conhecer as pessoas, conversar, e poder defender essas ideias depois junto ao governo e junto a sociedade também”, declarou o Ministro.

 

Maggi fala sobre o Seguro Agrícola:

– Nós liquidamos agora, há um mês atrás, todas as operações vencidas que tinham de seguro, que vinham desde 2013, 2014, e parte de 2015 também estavam sendo demandadas, o ministério distribuiu recursos para isso, liquidou todas as operações, portanto para todos aqueles que demandaram o seguro, não há mais nenhuma preocupação, isso está resolvido.  A questão do futuro do seguro, eu criei uma comissão lá no Ministério da Agricultura, aonde está sendo discutido qual o modelo que nós vamos usar de seguro agrícola daqui para frente. O modelo que hoje está vigente é o modelo que depende muito do dinheiro do governo, e nós não temos isso, o país hoje está com dificuldades em caixa, precisa se regularizar, voltar a crescer, regular as suas finanças, por isso vamos discutir um modelo diferente do que está ai, espero que em 90 dias nós consigamos discutir a questão do novo modelo, ou como será a forma de contratação deste seguro.

 

Sobre o Dinheiro para terminar Centro de Controle Biológico e Manejo Integrado da Mosca das Frutas, MoscaSul, o ministro comenta:

– Está faltando uma parcela, nós fizemos o anúncio da liberação, então agora é só fazer os procedimentos normais e os recursos que estavam faltando, vão ser liberados para terminar esse centro de pesquisa aqui de Vacaria. Acabei de visitar aqui, vi que temos muitas coisas desenvolvidas e vi também a importância. É um centro muito importante para várias questões como insetos, na esterilização de insetos para que eles possam deixar de ter vírus, diminuir a população de moscas e de outros insetos que atrapalham a cultura da maçã e outras culturas também.

 

A ameaça da fruta chinesa também esteve em discussão. Sobre isso, Blairo Maggi ressalta:

– Todos os países tem reciprocidade na exportação. Vez em quando eu quero vender produtos, maçã para China, por exemplo, eu tenho que permitir que eles tragam maça pra cá, isso é uma regra básica de mercado, que eles tem ida e volta, jogo duplo, porém nenhum dos países do mundo e o Brasil não é diferente, aceitam a importação de produtos por questões fitossanitárias, por exemplo se tem alguma praga na China, que nós não temos aqui, e que há risco dela chegar até aqui, então você tem liberdade de vender, porém não vão te dar licença em função das doenças e das pragas que tem, então nesse momento não há a possibilidade dessa importação em função de que temos doenças lá que não tem aqui, tem pragas lá que não tem aqui, e nós não queremos que essas pragas venham atrapalhar os desenvolvimentos dos nossos produtores, das culturas que nós temos aqui e assim acontece com todos os países, eles protegem os territórios deles e nós protegemos os nossos, até que a gente tenha condições de ter a mesma regra e os mesmos procedimentos, e os riscos de doenças e pragas também.

 

O Presidente da Embrapa Uva e Vinho, Mauricio Lopes acredita que este é um momento importante: “A gente está fortalecendo cada vez mais a nossa parceria com o setor produtivo, com o setor privado, no caso inaugurando uma estrutura que é fundamental para que a gente possa superar um problema grave da produção de maçã do sul que é o problema da mosca nas frutas. Nós estamos trazendo tecnologia de ponta, inovadora, de baixo impacto ambiental, e a parceria entre o MAPA, A EMBRAPA, e as associações dos produtores que está viabilizando a construção de uma infraestrutura que vai nos permitir consolidar aqui na região de Vacaria e nas regiões produtoras de frutas temperadas, a tecnologia do inseto estéril que combinada com o controle biológico, vai nos permitir fazer uma produção de frutas de menor custo, de baixo impacto ambiental fortalecendo cada vez mais a competividade dos nossos produtores.

 

Lopes enfatiza: “Estamos muito felizes de estar aqui no dia de hoje fazendo a apresentação dessa infraestrutura. A nossa tendência é cada vez mais usar estruturas modulares de menor custo, essas estruturas nos permitem mobilizar esses laboratórios pra outros lugares, então estamos testando o modelo inovador, para fazer a pesquisa e adaptação para fazer transferência tecnológica de baixo custo, modular uma maneira mais inteligente da gente levar soluções para os produtores de forma rápida e seria. A Embrapa aqui de Vacaria está cada vez mais forte, porque temos aqui um setor produtivo que entende a importância da ciência, sabem que a ciência é o motor do desenvolvimento. A pomicultura, a produção de maçã, a produção de frutas temperadas vai demandar cada vez mais conhecimento e tecnologia de ponta, porque o setor produtivo aqui entende isso, os produtores compreendem isso, vem aqui pra dentro da nossa estação experimental, nos levam para os seus campos de produção. Então hoje nós realizamos uma boa parte da pesquisa pela Embrapa na região, nos campos dos produtores, nas fazendas e nas propriedades. Isso dá para nossos pesquisadores um senso de praticidade dos problemas e das dificuldades que os produtores estão enfrentando e nos permite dar soluções com mais eficiência paras as produções da região” – sustenta o Presidente da Embrapa Uva e Vinho.

 

Para o Presidente da Agapomi, Eliseu Zardo Boeno, a vinda do Ministro Blairo Maggi foi muito produtiva e demonstra que o governo está preocupado com o segmento. Na ocasião, Eliseu entregou um documento ao Ministro, solicitando providências e reivindicações do setor.

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