RENDIMENTO E QUALIDADE DE TRABALHO COM A MECANIZAÇÃO

Leonel Dominguez contemplou o manejo de precisão como algo importante para a condução do pomar.

Uma consideração importante foi feita por Leonel Dominguez, especialista em Suporte à Pesquisa e Mestre em Pomologia pela Universidade Cornell, em Geneva – EUA. Leonel acredita que porta-enxerto, cultivar, densidade do pomar e sistema de condução, depois de ajustados, é possível então pensar em mecanização.

“A poda de inverno mecanizada reduz de 30% a 50% da mão de obra. Com o uso da plataforma, três profissionais podem trabalhar ao mesmo tempo, ou seja, um cuida da parte superior, um da inferior e outro a parte do meio” – considera Dominguez, que explica que a poda mecânica, que é uma máquina com cortadora de arcia, na vertical, passa pelas plantas e vai cortando o excesso dos ramos.

Atualmente, o custo para a mecanização da colheita é cerca de um terço do que é investido  anualmente com pessoas. Dominguez diz que a inclusão de robôs para a colheita já vem sendo experimentada, com máquinas que fazem a sucção das frutas. O custo das máquinas gira em torno de $ 50 mil dólares, o que equivale em média ao trabalho de oito pessoas (no Chile).

Este método precisa que a copa das árvores sejam estreitas.

Dominguez aponta que de modo geral, o tempo de colheita diminui pela metade, com o uso de plataformas mecanizadas. “Acredito que utilizar altas densidades de pomar é o melhor meio para facilitar o trabalho, mas especialmente é necessário mudar a forma de pensar e planejar o trabalho. Temos que acompanhar as tendências e, na medida do possível , colocar em prática”- observou.