SUCESSÃO FAMILIAR: COMO SE ADAPTAR ÀS MUDANÇAS

O Consultor Empresarial Marcelo Prado, de São Paulo sintetizou o comportamento humano, enfatizando o produtor rural como agente de transformação.

A primeira palestra do III Seminário Internacional de Fruticultura, na tarde do dia 18 de maio, motivou os participantes a abrir seus horizontes. Com muita didática, Prado disse que “o ser humano quer viver jovem e bonito para sempre, e quer ter vitalidade física”.

Quando se trata da sucessão familiar, o produtor precisa agregar valor a sua fruta. Investir em marketing, criar uma marca que produza um diferencial e agregue valor ao seu negócio. Marcelo Prado acredita que a percepção de valor, necessidade, qualidade e preço são divisor de águas.

O palestrante sublinha que é fundamental ter respostas precisas para perguntas importantes.

Quando se trata de produção, Marcelo Prado explicou os “Sete Pecados Capitais”:

  1. Não existe.
  2. Querer produzir sem qualidade por pressa.
  3. Não tem.
  4. Ignorar fatores importantes para o negócio.
  5. Pensamento linear: “sempre fiz assim, sempre deu certo assim.”
  6. Não ter um propósito.

Tais fatores são importantes quando se tem para quem deixar a propriedade. Prado fala da importância de capacitar os empregados, aumentar a sinergia dentro da empresa, buscar valor, não quantidade: “Devemos mudar para que o mercado mude. Queremos que nosso filhos toquem nossos negócios mas se eles não tem preparo, vontade ou competência, é melhor que deixemos para um sobrinho, ou qualquer outra pessoa de fora da família.” – sustenta Marcelo.

Outro ponto bastante importante é a separação do que é lucro com o que é salário. Prado diz que, por exemplo, no final do ano, uma parte do lucro pode ser investida na empresa e outra entre os filhos, além de assalariar os filhos que trabalham no negócio, com valores condizentes aos praticados no mercado, tudo como forma de incentivá-los a querer permanecer no campo.