12 mar

USO DE DRONES NA APLICAÇÃO DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS: cenário atual.

A agricultura tem inovado com a adoção de tecnologias que trazem mais precisão, eficiência, agilidade e segurança. Dentro deste contexto, a utilização de drones no setor agrícola vem crescendo constantemente nos últimos anos. Essas aeronaves também conhecidas como RPAs (Aeronaves Remotamente Pilotadas ou VANTS- Veículos Aéreos Não Tripulados) oferecem diversas aplicações que contribuem de forma significativa com o setor. A pulverização de produtos fitossanitários é uma das principais aplicações. No entanto, o uso dessa ferramenta envolve regras e responsabilidades.

A adoção dessa tecnologia oferece benefícios para o manejo fitossanitário: 1-Versatilidade: Permite a entrada na plantação mesmo com solo úmido ou em estádios avançados de desenvolvimento, sem causar amassamento das plantas e capacidade de operar em terrenos acidentados e áreas pequenas que seriam desafiadoras para tratores ou outros equipamentos, aumentando a cobertura e a eficiência das operações;2 Eficiência: boa eficiência operacional quando utilizado de forma correta e de acordo com as características dos produtos utilizados, do alvo biológico e das condições meteorológicas;3- Segurança: reduz a exposição direta dos trabalhadores aos produtos fitossanitários e permite operar com precisão em terrenos acidentados ou áreas pequenas;4-Produtividade: garante boas taxas de aplicação e cobertura em culturas de difícil acesso devido ao porte das plantas. – Aplicações em culturas onde o acesso é mais difícil devido ao porte das plantas;

Associado a este crescimento do mercado de drones agrícolas, a regulamentação da atividade também evolui para garantir a segurança, a legalidade e a profissionalização do setor. Desta forma, devem ser observados os principais requisitos legais para atuar de forma regular, bem como alguns requisitos técnicos gerais para garantir uma aplicação eficiente, segura e evitar a deriva e seus problemas associados.

A utilização de drones na pulverização de produtos fitossanitários, quer na aquisição do equipamento e uso próprio, quer na contratação de uma Empresa prestadora de serviços requer uma análise prévia da viabilidade ou não da tecnologia para cada caso específico. A pergunta a ser feita é se preciso de um drone e o mesmo é a melhor solução para o meu caso? A resposta a mesma deve considerar se é necessário em função da área, do relevo, e da cultura e quais os objetivos, e se a aplicação de produtos fitossanitários é o principal uso. Se a resposta for positiva, entre as opções, tem-se duas situações.

Primeiro, a contratação de uma Empresa Prestadora de Serviços é o ideal para: aplicações pontuais e para quem não quer gerenciar a operação. Tem como vantagem o menor investimento inicial e sem preocupação com a manutenção. Porém na contratação o produtor deve atentar e fazer um Checklist de verificação verificando se as conformidades legais exigidas estão sendo cumpridas, pois é também o co-responsável por qualquer ilícito legal. A contratação de uma empresa especializada pode ser uma alternativa, especialmente se o produtor busca praticidade e não deseja se envolver diretamente com a complexa burocracia de registros e manutenções. No entanto, a responsabilidade pela correta aplicação é também dele.

Já a aquisição de equipamento próprio é o ideal para quem tem uso frequente e busca autonomia. Tem como vantagem o controle total da operação, flexibilidade de uso e horários e um menor custo a longo prazo, com o uso intensivo. Porém assume responsabilidades diretas como: regularizar drone (ANAC/ANATEL), registrar-se no MAPA, fazer o CAAR, solicitar autorização de voo (DECEA), cumprir todas as normas do MAPA e DAS, bem como emitir os relatórios mensais das operações

Claud Goellner

Fotos: André Sezerino

 

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