10 fev

Sobre plantar e colher

Estamos no início de 2026, nova safra, novos desafios.

Como sempre, cheio de incertezas, porém com as expectativas renovadas.

A Safra de maçã sinaliza ser um pouco maior em relação ao volume, próximo de 20  por cento acima de 2025 , a qualidade melhor, tanto em calibre como em categoria.

A estratégia dos produtores e empresas embaladoras sempre é muito relevante, em anos com safra grande, maior ainda.

Proporcionalmente ao crescimento da safra deverá ser a nossa adaptação, seja no pomar, Packing House ou na área comercial.

Sabemos que quanto maior a oferta mais exigente fica o mercado, qualidade é ainda mais importante.

O aproveitamento no Packing tende a diminuir, temos que cuidar, excesso de oferta, principalmente nas frutas mais fracas (sacolão e calibres muito miúdos principalmente),  acaba forçando o preço para baixo.

Viemos de safras pequenas, com preços ajudando a compensar um pouco a quebra.

Nosso custo vem subindo ano a ano, mesmo que a safra aumente, os custos não cairão proporcionalmente, ou seja, temos margem apertada e teremos que trabalhar muito para não deixar cair o preço.

Mão de obra difícil e com custo alto, difícil equilibrar. Novos métodos de condução, porta enxerto, investimento em tecnologias é o que podemos e temos feito, tende a ser cada vez mais necessário.

Também mudou o patamar da importação e da exportação, importamos perto de 210 mil toneladas e exportamos próximo de 13 mil toneladas em 2025, quanto maior a safra, maior a necessidade de inverter estes números.

Outras frutas e produtos estão sofrendo grande impacto por ter uma safra grande. Pêssegos e ameixas chegaram a ser jogados fora devido ao excesso de produção e falta de mercado, tem previsão de grande safra de uva, isso força o mercado, inclusive para maçã indústria, que já vem sofrendo impacto das tarifas americanas.

Economia, como sempre uma incógnita. Aumento de impostos? Copa do mundo, feriados, eleições, qual o impacto? Redução da jornada, maior dificuldade na mão de obra?

Muitas variáveis. O que não muda é que temos que seguir, trabalhar cada vez mais, fazer o possível, afinal ainda nem começamos.

Como sempre, seguimos buscando produtividade e na expectativa de termos mercado comprador.

Boa safra a todos nós!

Adriano Telles

Vice presidente de comercialização Agapomi

 

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